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11 de outubro de 2013

O que as pessoas realmente querem?

Como criar produtos e experiências que as pessoas adoram compartilhar com amigos e conhecidos.

Nem sempre produtos e empresas resultam em sucesso comercial. Na maioria das vezes, essa falha não tem nada a ver com o custo de aquisição de clientes, métodos de crescimento do negócio ou qualquer outra estratégia que você encontra em blogs pela internet. A questão central geralmente é a falta de foco no objetivo de “criar um produto/serviço que as pessoas queiram”.

De uma maneira grosseira, o desenvolvimento de um produto é dividido em duas partes:

  • Primeiro você precisa ter conhecimento suficiente sobre o problema do usuário.
  • Depois, assim que você estiver em posse das informações corretas sobre o problema, é preciso chegar a uma solução criativa.

Como conhecer o seu usuário?

No momento em que se começa a pensar sobre a construção de uma ferramenta, produto, serviço, ou experiência para outra pessoa, você já está preso a seu próprio raciocínio. Suas próprias opiniões e experiências moldam a maneira como você enxerga um problema, e fica muito difícil entender o ponto de vista de outra pessoa.

Para ficar livre dessa tendência, é preciso, literalmente, sair do prédio. Limpe sua mente e converse com os potenciais utilizadores do seu serviço.  Pergunte sobre suas necessidades ou obstáculos. Faça perguntas que não permitem sim ou não como resposta, busque os detalhes, entenda as nuances do problema. Não apresente uma solução, só ouça.

Essa pesquisa é muito fértil, especialmente quando se é inexperiente no campo do seu usuário alvo. Por exemplo, se você está construindo um produto para vendas, mas nunca passou um dia da sua vida vendendo algo, você provavelmente vai gastar muito tempo apanhando até aprender.

Quando conversar com os potenciais utilizadores do seu produto, use cada anedota ou história que você ouve, para montar uma imagem mental do seu usuário. É necessário pensar como um ator que tenta “entrar no personagem”.

O que fazer com essa informação?

Um conjunto de dados sobre o usuário é algo abstrato e descontextualizado. Você precisa comunicar essas informações sobre as necessidades dos usuários de forma sucinta. Nesse momento é importante que o resto de sua equipe sinta-se habilitada a entender os problemas do usuário e criar soluções para resolvê-los.

Agora, preste muita atenção, pois, se houver erros de interpretação, você provavelmente vai cair em armadilhas como:

  • Construir uma solução literal para a necessidade do utilizador e perder oportunidades de improvisar criativamente.
  • Priorizar de forma errada as necessidades, gastando energia para construir coisas que não são importantes para o usuário. Uma abordagem comum é criar uma “média” dos tipos de pessoas que serão os seus usuários. É um processo conhecido como criação de “personas”, que é nada mais do que a constituição de um perfil de usuário que representa as características de um certo tipo de pessoa.

Criar personas permite que você tenha em sua mente uma abstração de que existe um “certo” indivíduo que se comporta de “certa” forma, e que tem um “certo” conjunto de necessidades. O problema em trabalhar somente com personas é que você perde a maior parte dos detalhes das histórias que ouviu enquanto estava “fora do prédio”. Digamos que um vendedor com quem você estava conversando disse que perdeu um negócio, porque não teve acesso à ordem de compra do cliente no aeroporto. Para piorar a situação, isso ocorreu no último dia antes do orçamento do cliente ser fechado e que, além disso, a bateria do telefone desse indivíduo estava somente em 5%. Não importa o quanto você tente, mesmo as personas mais bem desenvolvidas não poderiam capturar esse nível de dor com precisão.

A criação de personas auxilia no desenvolvimento de soluções criativas para os problemas enfrentados pelos usuários. Produtos inovadores, que atendem às necessidades dos clientes, têm origem nos problemas enfrentados pelos usuários e não na mente dos desenvolvedores.

Então, durante o processo criativo, o melhor a ser feito é manter em mente as histórias que você ouviu dos seus usuários e aliar isso ao uso de personas. Usando essas ferramentas, você e seu time podem entender melhor as dores e preocupações dos seus usuários. Quando um produto é construído pensando no consumidor, o seu time pode  chegar a soluções criativas e criar produtos que encantam as pessoas e que atendam a seus desejos e necessidades.  e

Artigo escrito com base na publicação de Ash Bhoopathy. Leia o original no blog:
http://yakshaving.net/getting-better-at-making-something-people-want/

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